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Planejamento no agro: fator decisivo para colher bons frutos

Por Irajá Lacerda

Foi-se o tempo em que o produtor rural fazia anotações em uma caderneta e a contabilidade em uma máquina de mesa. Hoje, a realidade é bem diferente e quem não investir em um planejamento adequado não sobrevive ao mercado cada vez mais competitivo. E essa medida independe do porte do negócio, pequenos e grandes produtores devem adotar uma postura empreendedora para colher bons frutos.  

 

A principal finalidade do planejamento é buscar a máxima eficiência produtiva e, por isso, o primeiro passo é fazer um levantamento completo do empreendimento rural, verificando todas as atividades, processos, operações e resultados. De posse desses dados, o produtor deve estabelecer metas e objetivos a serem atingidos e traçar um plano de ação para colocar as estratégias em prática.

 

Para lidar com todas essas questões é preciso “planejar” diversos setores que são essenciais para o empreendimento, como financeiro, jurídico, fundiário, logístico, ambiental e tecnológico. E para tratar de assuntos tão diversos é essencial contar com uma equipe de profissionais especializados nas respectivas áreas para obter o resultado almejado.

 

Outra questão importante a ser levada em consideração pelos proprietários rurais é a sucessão familiar. Muitos acabam se envolvendo em conflitos familiares por falta de um planejamento sucessório. A realização de um estudo aprofundado sobre as expectativas futuras da empresa implicará na sobrevivência, expansão e continuidade dos negócios da família.

 

Em suma, um planejamento bem elaborado representa uma grande vantagem competitiva e faz a diferença para sustentar um negócio a longo prazo. Engana-se quem prensa que esse processo deve ser feito apenas uma vez, pois é primordial que seja constantemente atualizado. Assim é possível identificar as ações que geram bons resultados e as que devem ser reformuladas ou inseridas em função do próprio mercado.

 

Se o seu negócio não possui metas claras e bem definidas corre um grande risco de fracassar. É indispensável repensar o direcionamento das decisões presentes, já que são determinantes para os resultados futuros. Por fim, mantenha uma boa comunicação com todos os envolvidos no processo, se cerque de profissionais competentes e prepare-se para transformar planos em ações produtivas.

 

*Irajá Lacerda é advogado e presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT, presidiu a Câmara Setorial Temática de Regularização Fundiária da AL/MT - e-mail: irajá.lacerda@irajalacerdaadvogados.com.br

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